Praxes. As minhas até foram boas. Foi uma semana porreira mas cansativa. Joguinhos aqui e ali. Não foram violentas.
Eu nunca praxei. No segundo ano ainda tive a febre de querer comprar o traje e participar a sério naquilo. Mas o traje estava esgotado e desisti disso.
Mas acredito que haja sítios onde as praxes sejam violentas. Onde as pessoas saiam magoadas, física e/ou psicologicamente. Acho que são episódios que devem ser condenados. A praxe só faz sentido se servir para a integração dos novos alunos. Não deve servir, no meu entender, para evidenciar a suposta supremacia dos mais velhos. Para humilhar ou magoar.
Isto a propósito do texto da Fernanda Câncio.
sábado, 3 de maio de 2008
praxes e anti-praxes
Publicada por
Sara M.
à(s)
22:03
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Steve McCurry
Vou tentar, periodicamente, escrever um pouco sobre um fotógrafo e dar o link para as suas fotos.
Hoje apetece-me sugerir Steve McCurry, fotógrafo da Magnum. "Todos" conhecem pelo menos uma das suas imagens. A rapariga afegã de olhos verdes. Mas ele tem muito mais. As suas fotografias marcam a diferença pelas cores e composição. Os retratos transmitem sempre qualquer coisa forte. Olham-nos nos olhos.
Conheçam mais no seu site. Ou no da Magnum.
Hoje apetece-me sugerir Steve McCurry, fotógrafo da Magnum. "Todos" conhecem pelo menos uma das suas imagens. A rapariga afegã de olhos verdes. Mas ele tem muito mais. As suas fotografias marcam a diferença pelas cores e composição. Os retratos transmitem sempre qualquer coisa forte. Olham-nos nos olhos.
Conheçam mais no seu site. Ou no da Magnum.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Anselm Jappe
Hoje sai a minha maior foto até à data no DN. Nas centrais, no especial. Atenção que o que determina o tamanho das fotos não é a sua qualidade, ou seja, não é nada de extraordinário enquanto foto. Acontece que o tema mereceu destaque e a foto foi por arrasto. Também importa dizer que fiz as fotos na minha segunda semana lá. Na altura nunca se sabe muito bem o que pode dar. Devido à demora em sair, cheguei até a pensar que já tinha saltado de vez. Foram as fotos da minha primeira entrevista sozinha (e única até agora) lá.
Ler aqui.
Não foi nada fácil. O filósofo falava francês (eu não). Não gostava de fotos e não parecia fazer um esforço para gostar ou colaborar. Quando eu clicava no botão e soava o click, ele olhava para mim, eu sorria muito simpaticamente mas ele não. Fui buscar o livro que aparece na foto (o seu último livro) para que no fim da entrevista lhe pudesse tirar umas fotos. Coloquei-o em cima da mesa e decidi começar por tirar também durante a entrevista, até que ele, estrategicamente, o arruma para um canto da mesa, em cima das páginas amarelas. Uma forma subtil de me dizer para parar. Não tive coragem de lhe pedir para posar para mim com o livro na mão, depois da entrevista.
Esta foi a fotografia escolhida pelo editor. Confesso que ainda não consigo escolher uma fotografia para resumir e falar por todas as outras, principalmente quando se trata das que eu tiro.

O curioso também é o facto de ter tido dúvidas em seleccionar esta foto para mostrar. Tinha receio de parecer que ele estava com dor de cabeça ou algo desse género. Mas acho que até comunica bem com o título e com a forma como as páginas estão desenhadas.
Fiquei bastante desiludida quando vi o jornal impresso. Parece que ele tem uma doença de pele. Espero que não tenha acontecido em todos os exemplares. Está com uma cor tão estranha :(
Ler aqui.
Não foi nada fácil. O filósofo falava francês (eu não). Não gostava de fotos e não parecia fazer um esforço para gostar ou colaborar. Quando eu clicava no botão e soava o click, ele olhava para mim, eu sorria muito simpaticamente mas ele não. Fui buscar o livro que aparece na foto (o seu último livro) para que no fim da entrevista lhe pudesse tirar umas fotos. Coloquei-o em cima da mesa e decidi começar por tirar também durante a entrevista, até que ele, estrategicamente, o arruma para um canto da mesa, em cima das páginas amarelas. Uma forma subtil de me dizer para parar. Não tive coragem de lhe pedir para posar para mim com o livro na mão, depois da entrevista.
Esta foi a fotografia escolhida pelo editor. Confesso que ainda não consigo escolher uma fotografia para resumir e falar por todas as outras, principalmente quando se trata das que eu tiro.

O curioso também é o facto de ter tido dúvidas em seleccionar esta foto para mostrar. Tinha receio de parecer que ele estava com dor de cabeça ou algo desse género. Mas acho que até comunica bem com o título e com a forma como as páginas estão desenhadas.
Fiquei bastante desiludida quando vi o jornal impresso. Parece que ele tem uma doença de pele. Espero que não tenha acontecido em todos os exemplares. Está com uma cor tão estranha :(
passadeiras perigosas
Esta semana fiz um trabalho sobre passadeiras perigosas ali na zona da Ajuda. Passadeiras para peões que ficam em cima de paragens de autocarro. Visitámos três desses casos. O resultado pode ser visto aqui mas, não foi exactamente aquilo que eu pretendia. Mas isto é sempre assim. Há sempre uma "guerra" e confronto de posições entre redactores, fotógrafos e paginação.
A minha ideia era mostrar duas fotografias que se pudessem complementar.


As duas fotografias representam o mesmo local. No primeiro caso, podemos ver a dificuldade que um condutor tem de ver se há peões a atravessar a estrada pois temos um autocarro do nosso lado. Na segunda foto podemos perceber o local da passadeira e da paragem de autocarro e a existência de um peão a atravessar, que dificilmente é visto pelos carros da faixa em que seguíamos no exemplo de cima. Também se percebe a natureza da estrada, a descer, que propicia o aumento de velocidade, o que torna a situação ainda mais perigosa.
O exemplo que aparece na peça é noutro local, que mostra que a paragem de autocarro se encontra exactamente em cima da passadeira.
Bem, escusado será dizer (mas digo na mesma) que conduzir é um acto de extrema responsabilidade e que o melhor é estar sempre atento a situações destas. Estes, infelizmente, estão longe de ser casos isolados. Muitas vezes nos deparamos com passadeiras imediatamente a seguir a paragens de autocarro e, o grande erro, ultrapassamos o autocarro e não temos visibilidade para ver se há peões a atravessar a estrada.
A minha ideia era mostrar duas fotografias que se pudessem complementar.


As duas fotografias representam o mesmo local. No primeiro caso, podemos ver a dificuldade que um condutor tem de ver se há peões a atravessar a estrada pois temos um autocarro do nosso lado. Na segunda foto podemos perceber o local da passadeira e da paragem de autocarro e a existência de um peão a atravessar, que dificilmente é visto pelos carros da faixa em que seguíamos no exemplo de cima. Também se percebe a natureza da estrada, a descer, que propicia o aumento de velocidade, o que torna a situação ainda mais perigosa.
O exemplo que aparece na peça é noutro local, que mostra que a paragem de autocarro se encontra exactamente em cima da passadeira.
Bem, escusado será dizer (mas digo na mesma) que conduzir é um acto de extrema responsabilidade e que o melhor é estar sempre atento a situações destas. Estes, infelizmente, estão longe de ser casos isolados. Muitas vezes nos deparamos com passadeiras imediatamente a seguir a paragens de autocarro e, o grande erro, ultrapassamos o autocarro e não temos visibilidade para ver se há peões a atravessar a estrada.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
espigas
Hoje é dia da espiga. E do trabalhador. Mas do trabalhador não quero falar, nem de feriados.
Hoje vendem-se e compram-se aqueles ramos de espigas, papoilas, margaridas e mais não sei bem o quê (ah, também folhas de oliveira, julgo eu). Parece que dá sorte e se deve guardar até ao ano que vem. Não percebi bem ainda porquê.
Conheci a D. Irene que ontem começou por vender estes ramos ali no Cais do Sodré.
Ver artigo aqui.
Hoje vendem-se e compram-se aqueles ramos de espigas, papoilas, margaridas e mais não sei bem o quê (ah, também folhas de oliveira, julgo eu). Parece que dá sorte e se deve guardar até ao ano que vem. Não percebi bem ainda porquê.
Conheci a D. Irene que ontem começou por vender estes ramos ali no Cais do Sodré.
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