sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

o meu tigrezinho lindo

© sara matos

hoje aconteceu-me algo estranho.
estava à espera do metro e aproximou-se uma senhora a vender postais. não é a primeira vez que acontece e até aqui tudo bem. até que olhei para os ditos postais e vi o meu tigre! sim, esta minha foto estava no postal que ela tinha à frente de todos os outros. eram postais do zoo de lisboa (e tinham qualquer coisa a ver com a santa casa).

e com isto fica provado que os concursos de fotografia que por aí existem são bons para quem os organiza. muito bons. neste caso, participei num do zoo, eu como tantas outras dezenas ou centenas de pessoas, e apenas ganhei umas 2 entradas no dito (nada dos prémios grandes). entretanto já dei de caras com uma águia minha num pacote de açúcar, já vi esta foto numa parede do zoo e hoje o postal (não vi os outros com atenção, até pode haver mais).

e é assim que as coisas funcionam por cá. à excepção da parede, o que tenho encontrado tem o meu nome mas até que ponto é justo? ah, da primeira vez perguntaram-me se podiam usar uma foto para um panfleto e até enviaram uns 2 exemplares para casa. mas foi só. não sei por onde anda mais espalhado o meu tigrezinho lindo, a águia e os outros animais. mas já sei que posso encontrá-los por aí a qualquer momento.

[escusado será dizer que dei 1 euro pelo dito postal. paguei por um postal feito à custa de uma foto minha e que eu não sabia que existia. as coisas por cá são assim..]

o tal concurso foi há uns 2 anos? nem sei. se calhar até foi há mais tempo.


tenho de contactar alguém responsável pela comunicação do zoo para saber o que mais fizeram com as fotos. ao menos que avisem os autores, acho que é o mínimo. não adianta argumentar muito mais porque no regulamento do concurso dizia que podiam usar as fotos e tal, desde que fosse identificado o autor, e para concorrer era necessário concordar com o regulamento.
a conclusão desta história toda: com muito pouco dinheiro conseguiram fotografias com alguma qualidade para fazer o seu marketing (durante alguns anos). pergunto de novo: até que ponto é justo?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

desabafo

hoje não vou pôr nenhuma foto (fica para amanhã) mas vou deixar aqui um desabafo.

ir fotografar uma entrevista. o entrevistado está por volta de uma hora a conversar com o redactor enquanto nós tiramos umas fotos também. no fim da entrevista dizemos:
- ok.. agora são as fotografias.
- ah, mas não tirou já? ah, já chega.
- ah não. então tem de olhar um pouco para mim também.
- hmm então vá rápido. não gosto nada que me tirem fotografias.
- então pode sentar-se nesta cadeira? aqui tem uma luz melhor.
- ok.. pronto. já está?
- ah, não é justo. então esteve tanto tempo a conversar com a minha colega e para mim só tem 2 minutos? não é justo.
- já tirou muitas fotos. isso já chega. vá, só mais uma.
- hmm pronto ok.
[diálogo baseado em factos verídicos mas com uma entoação delicada. sem haver má-educação de nenhuma das partes.]

e é assim. e acontece tanto. e quando dizemos que temos 2 minutos para fotografar às vezes é mesmo isso (ou 4, como neste caso). e durante esses escassos minutos por vezes ainda está o redactor a conversar com o entrevistado. e nós ali a fazer sinais para que a pessoa nos dê atenção e o seu olhar. outras vezes temos tempo mas não temos luz. outras vezes temos tempo, luz e não temos o à-vontade do modelo. enfim.. é uma equação com demasiadas variáveis. mas a do tempo chateia e causa alguma frustração. não é justo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

risco de ruir

© sara matos


prédio em risco de ruir na calçada do lavra.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

lisboa

© sara matos

elevador da calçada do lavra.

gosto muito de lisboa.

domingo, 11 de janeiro de 2009

afonso pais

© sara matos

afonso pais | músico.

fazer retratos é algo complicado. são precisas algumas preocupações (enquadramento, luz, fundo, etc etc) mas não é só isso. é preciso também chegar até à pessoa, colocá-la à vontade, conseguir um olhar, um sorriso, o que quer que seja. é preciso olhar pelo rectângulo e ver algo sincero, honesto, que comunique bem. é engraçado que às vezes parece tão simples e outras nem por isso.